
a mágoa está para o cinema assim como a fome está para a comida, ou seja, não se separam. começarei hoje a mostrar célebres magoadas que fizeram sucesso no cinema. quando digo sucesso não digo bilheterias milionárias, mas sim na visão daqueles que admiram uma vilã vingativa e paraguaia na sua mágoa. e para inaugurar esse cantinho tão especial escolhi a marquesa de merteuil do filme ligações perigosas, vivida irretocavelmente pela fabulosa glenn close que, ao fazer uma retrospectiva, percebi que tem uma tradição de personagens bem orientadas pela mágoa, por exemplo: alex forrest em atração fatal, claire wellington em the stepford wives, camille dixon em cookie´s fortune e por aí vai. para ilustrar essa homenagem a la close selecionei alguns trechos de suas falas no filme. ei-la:
"quando uma mulher atinge o coração de outra, ela raramente erra e o ferimento é invariavelmente fatal."
"como a maioria dos intelectuais ele é intensamente estúpido."
"quando eu apareci na sociedade eu tinha 15 anos. eu já sabia o papel ao qual eu era condenada, estar quieta e fazer o que me diziam, e isso me deu a oportunidade perfeita de ouvir e observar. não o que me diziam, o que naturalmente não me interessava, mas o que as pessoas tentavam esconder. eu pratiquei o desapego. eu aprendi a parecer feliz enquanto embaixo da mesa eu me espetava com garfo. eu me tornei um virtuose do engano. eu não buscava prazer, e sim conhecimento. eu consultei os moralistas mais rígidos para saber como me portar, filósofos para descobrir o que pensar, e escritores para saber do que eu poderia me safar. e no fim de tudo eu destilei tudo em um único príncipio maravilhosamente simples: vencer ou morrer."
"crueldade - eu semprei achei que soasse mais nobre."
"quando uma mulher atinge o coração de outra, ela raramente erra e o ferimento é invariavelmente fatal."
"como a maioria dos intelectuais ele é intensamente estúpido."
"quando eu apareci na sociedade eu tinha 15 anos. eu já sabia o papel ao qual eu era condenada, estar quieta e fazer o que me diziam, e isso me deu a oportunidade perfeita de ouvir e observar. não o que me diziam, o que naturalmente não me interessava, mas o que as pessoas tentavam esconder. eu pratiquei o desapego. eu aprendi a parecer feliz enquanto embaixo da mesa eu me espetava com garfo. eu me tornei um virtuose do engano. eu não buscava prazer, e sim conhecimento. eu consultei os moralistas mais rígidos para saber como me portar, filósofos para descobrir o que pensar, e escritores para saber do que eu poderia me safar. e no fim de tudo eu destilei tudo em um único príncipio maravilhosamente simples: vencer ou morrer."
"crueldade - eu semprei achei que soasse mais nobre."

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