f. young - tudo que você não soube
quinta-feira, 15 de abril de 2010
(...) através das nuanças dos delírios sem nexo, revelamos uma radiografia das nossas partes internas, implacável, em que cada mancha, mesmo após mil lavagens, pode ser detectada, gritante no lençol que encobre as nossas verdades. (...) o sangue em meu vestido não é vinho. não posso, não consigo transformar porra em mingau de aveia; a lama em meus sapatos é pura merda. (...) bosta de carência básica infantil, que nos torna para sempre patéticos, jamais capazes de vencer essa necessidade, sozinhos, de alcançar o amor. o amor, o amor, o amor. vá pra puta que pariu o amor. todo esse imperativo de amar é puro masoquismo. de ser amado, mero sadismo. (...)
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