.. quando ouvi o nome dessa mulher pela primeira vez, nao sei porque sabia que não ia conectar com ela em nível nenhum, hoje entendo o que minha bruxa disse: você deve sempre seguir sua intuição!! e dito e feito... antes que nos encontrassemos ela tentou me fazer o bem, mas o bem, para mim, na época estava travestido de mal. sem que ela houvesse pousado seu olhar sobre mim, ja quis me rotular. admiro nas pessoas a capacidade que elas tem de se acharem tal donas de uma verdade ou tão acima do bem, do mal e de tudo que anda ou rasteja pela superficie terrestre. ate que um dia nos encontramos, relutei o máximo que pude, mas no fim, minha educação de aeromoça, a qual eu perfiro qualificar como boa educação dada por minha mãe, fez com que eu entrasse no território inimigo para satisfazer a vontade (até hoje não sei qual) de outrem. a construção inicial que haviam feito dela para mim era de uma mulher muito fina, elegante. no minuto em que nossos olhos nos encontraram o mito se desfez, afinal não devemos de deixar de ter admiração por nossos oponentes. apesar de ela estar vestindo osklen e outras dessas marcas nouveau riche, a imagem que eu tive foi de uma mulher na fila do verdurão brigando por dez centavos que faltavam no troco das alfaces murchas que ela comprara por estarem em oferta. e vi o quanto era triste pessoas que se projetam nas outras e não veem que seus idolos tem a profundeza e o tamanho de um dos vidrotil que cobrem o fundo de sua piscina, que se ainda estivessem cheia de ratos, mas não, nem isso. o cumprimento foi, digamos, diplomático e, devido a minha formação na socila, não ia passar disso, nem para o bem, muito menos para o mal. regra número um: não subestime o poder de fogo do seu oponente. regra número dois: mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda (com essa eu nem me preocupei porque ela não estava a altura nem para ser minha inimiga). não vi ali ameaça nenhuma, vi uma pessoa triste que se apega a uma atitude religiosa de falsa compaixão para poder comprar sua cobertura de marmore branco e vidros verdes (tão classe média emergente essa estética, mon dieu!!!) no céu. é, baby essas pessoas acreditam no céu!!! os presentes a adoravam e a achavam o máximo por ter conseguido tudo aquilo e ainda, é claro, um filho, pois sem o filho não estaria completo. o narcisismo da maternidade e a garantia de uma pensão polpuda, caso... deus nem permita, bem, você sabe?! e aí me lembrei de algo que um dia meu dentista me disse em meio a anestesias e motores que furavam minha dentina na tentativa de limar uma cárie: algumas pessoas são tão pobres que a única coisa que elas tem é dinheiro, nada mais....
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
apresentando - a suburbana aprendiz de madame
ao longo dessa minha trajetória aqui nesse depósito de mágoas (repito, reais ou imaginárias) vou apresentando personagens que passaram pelo meu caminho e que faço questão de descrevê-los com riqueza de detalhes para que vocês, leitores, não precisem nem se esforçar para imaginar, uma vez que tentarei fazer a imagem ficar bem clara, digital e em som dolby stereo. então assente-se confortavelmente e aproveite o show. a personagem de hoje é a suburbana aprendiz de madame (os nomes serão omitidos para que ninguém fique famoso as minhas custas hahahaha, senso de humor sempre funciona, não é mesmo?!) só para que vocês entendam um pouco melhor, a história a ser relatada em breve se passa na barra da tijuca, rio de janeiro - paraíso dos novos ricos, therefore, cafonas... sem me estender mais, here it goes:
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